quinta-feira, 29 de abril de 2010

Outro provável assunto no próximo vestibular

NYC Temperature Touches April 7 Record of 90 Degrees

By Charlotte Porter
April 7 (Bloomberg)

Temperatures in New York’s Central Park touched 90 degrees Fahrenheit (32 Celsius) today, a record for April 7, and the National Weather Service said readings in the city may reach 92 before the end of the day.
Temperatures across the eastern half of the U.S. have ranged about 20 degrees above normal since last week. The high of 77 Fahrenheit in Central Park yesterday was 2 degrees shy of the record for April 6.
It was 91 in Newark, New Jersey, as of 2 p.m. today, 88 in Boston and 86 in Washington.
Temperatures in the New York area will drop to about 80 tomorrow, on their way down to the mid-50s by April 10, the National Weather Service said. Rain is likely tomorrow night through the next day.
The warm weather comes on the heels of the wettest March on record at Central Park and flooding in Massachusetts and Rhode Island that drove hundreds from their homes, cut Amtrak service to Boston and swelled rivers across the region.

Responda em Português:

1 – Qual o objetivo principal do texto ?
2 – O que são os recordes que o texto menciona ? Eles foram quebrados ?
3 – Qual a previsão para os dias seguintes?
4 – Qual tragédia é mencionada no último parágrafo ?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Análise de provável assunto no vestibular 2010

Estou fazendo a análise baseado nos fragmentos tirados do texto em Inglês em:
http://www.weather.com/outlook/weather-news/news/articles/volcano-ash-europe-airport-travel_2010-04-16

Experts: "Worst travel disruption world has ever seen"


Temos acima uma construção muito comum e muito pouco usada por brasileiros, devido à forte tendência de traduzir frases ao pé da letra.
É a construção superlativo + ever + present perfect
Veja outros exemplos:
It´s the most delicious food I’ve ever tasted.
It´s the most beautiful view I´ve ever seen.
She´s the prettiest girl I´ve ever dated.

LONDON (AP) -- ... Icelandic scientists warned that volcanic activity had increased and showed no sign of abating.
Várias coisas importantes a mencionar a respeito da passagem acima:
1 – Estamos acostumados, no noticiário e nos livros didáticos, a ver sempre as mesmas nacionalidades: American, Brazilian, Italian, French, German, Chinese, Japanese... O que poucos sabem é Icelandic, Peruvian, Iraqi (assim mesmo, sem u)...
2 – Uso do Past Perfect – Quando usamos o Past Perfect (HAD + particípio) estamos mencionando uma ação no passado (warned) antes de outra ação no passado (had increased).
Costumo explicar este assunto usando horários:
Agora: Meio dia.
Passado: Onze e meia
Passado mais distante: Onze e vinte
Frase: When I got home my wife had already left.

3 – “of abating”
Por que este ING se não é present Continuous ?
Porque todo verbo depois de preposição vem com ING.
Ex: I am tired of studying.
She is interested in working here.


Scientists want to see how much ice has melted to determine how much longer the eruption could spew ash. Because the volcano is situated below a glacial ice cap, the magma is being cooled quickly.
Normalmente usamos MUCH e negativas e interrogativas mas no parágrafo acima ele está correto por vir acompanhado de HOW.
Usamos MUCH em afirmativas ainda em:
a)Acompanhado de Intensificadores:
I love you very much, I ate too much yesterday.
b)Acompanhado de comparativo:
She is much more beautiful than her sister.
Maria is tall but her boyfriend is much taller.
E no final do parágrafo temos uma voz passiva de Present Continuous. Perceba que mantemos a estrutura típica das frases de voz ativa com Present Continuous: to be + ing.

"It's the magma mixing with the water that creates the explosivity. Unfortunately, there doesn't seem to be an end in sight."
Vemos acima uma forma avançada do verbo THERE TO BE
Tem a estrutura idêntica às formas mais simples:
There is, There are, There was, There were, There will be, There as been, There must be, There seems to be, Ou seja, HÁ SEMRE O VERBO TO BE

On Saturday, British and German officials extended their closure of airspace until at least 0000 GMT.
Não confundir at least com at last.
At least – Ao menos – Don´t worry man, at least you are healthy and your family loves you.
At last – Finalmente – At last ! After all my years of searching I´ve finally found my treasure.

Serbia also closed a small strip of its airspace in the north of the country and said it could close more later. Belarus and Ukraine introduced closures and restrictions.
Atenção ao ITS que dá a posse à Servia. Não pode ser YOUR pois não é pessoa e não estamos falando diretamente com ela. Nem his nem her. Brasileiros ignoram o ITS o tempo todo. Não é porque usamos gênero masculino e feminino para coisas em Português que vamos aplicar o mesmo raciocínio com os pronomes possessivos em Inglês.

The air traffic agency Eurocontrol said about 16,000 of Europe's usual 28,000 daily flights were canceled on Friday -- twice as many as were canceled a day earlier.
Cuidado ao comparar usando números.
Ex: She is richer than her friend. (Mais rica que)
She is twice as rich as her friend. (Duas vezes mais rica – usamos o comparativo de IGUALDADE quando inserimos números no comparativo de superioridade).

The International Air Transport Association says the volcano is costing the industry at least $200 million a day.
Outro problema de falha de tradução que brasileiros cometem. Tendem a traduzir todo “por” por by. By é o “por” da voz passiva. Ex: The girl was taken to school by her father this morning.
O “por” da frequência é “a”
Duas vezes por dia = Twice a day.
Três vezes por semana = Three times a week.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Exercício 53

Como escrevi alguns posts abaixo, meu material preferido é o Interchange Third Edition.
Também já mencionei que a grande maioria de minhas aulas é particular, ou seja, para um único aluno.
Nas aulas em grupo, seja in-company, em cursos ou escolas, é mais difícil para o professor perceber como está o andamento de cada aluno nos primeiros dias. Alguns têm a fala ótima mas problemas crônicos na Gramática e vocabulário e outros o oposto.
Hoje de manhã, ao dar uma aula em uma empresa no Centro, fiz uma pequena avalização como revisão dos 2 primeiros capítulos do Interchange e achei que ficou bem legal.
Espero que seja útil para outras pessoas.
Aí vai:

1 - Complete:
Fernando Rocha Silva
First name: Fernando
_____ name: Silva
_____ : Nando

2 - Coloque a frase abaixo no feminino:
His name is Flavio and he is my friend.
___ name is Flavia and __ is my friend.

3 - Escreva os pronomes de tratamento em Inglês (Titles), diga quando cada um deles é usado e escreva pelo menos uma frase usando um deles.

4 - Dizemos Good Morning ao iniciar a conversação com alguém na parte da manhã.
O que falamos à tarde ? E qual a diferença entre Good Evening e Good Night ?

5 - Coloque as frases abaixo no singular:
These are earrings.
These are clocks.

6 - O que respondemos quando alguém diz: "Thank you" ?

7 - Identifique e corrija as palavras erradas abaixo:
ereiser - notebock - hairbrash - sunglases - dictionary - wastebasket

8 - Inverta a posição dos substantivos abaixo para que você possa usar preposições diferentes:
The book is under the television.
The armchair is behind the table.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Metodologia de aulas

Bom dia a todos. O assunto hoje é: Metodologia. E, dentro dele, o tópico mais importante é o uso (ou não) de Português dentro das aulas de Inglês.
Por metodologia entendamos que é o modo pelo qual uma aula é transmitida. O que o Professor usa, fala e escreve. Como explica a matéria, como usa o material didático e como tudo isso é captado pelos alunos.
Pois bem. Como já falei aqui em mensagens anteriores, além de professor de escola, sou também professor particular. Os meus alunos particulares entram em contato comigo, em sua maioria, por não estarem gostando do curso onde estão. E aqui no RJ existem muitos cursos. Eu conheço bastante sobre vários deles e há alguns que não sei absolutamente nada sobre e não posso avaliá-los.
Bom, há um curso "X", considerado muito bom por quem o conhece apenas de nome mas que na verdade é MUITO ruim. Seu material didático é horroroso e sua metodologia é fraquíssima, ou seja, não é capaz de proporcionar apreendizado por parte do aluno por dois motivos principais: proibir terminantemente o uso de Português em sala e achar que a repetição à exaustão faz aprender bem.
Vamos analisar os dois casos:

Quanto ao uso do Português em sala:

O ideal é, sim, não usar. Mas cabe ao professor particular e aos donos de curso evitar, quando começa a acontecer, o que nós chamamos de "dar murro em ponta de faca". Ou seja, pra um aluno ou turma que nunca viu Inglês se você chega pra ele e diz: "Let´s open our books to page 10 and take a look at the pictures so we can learn a little bit about adjectives". Do que vai adiantar se ele não sabe uma palavra ? Não vai abrir o livro na tal página 10, provavelmente vai ter vergonha de dizer que não entendeu e, se o professor continuar com essa atitude, principalmente em aulas particulares, vai ficar um clima constrangedor, o aluno vai se sentir inferior e talvez nem volte pra segunda aula. Culpa dele ? Claro que não ! Culpa do professor de metodologia irredutível que não abre mão de suas convicções. Acha que tem sempre que fazer a mesma coisa e o aluno que aceite isso e se vire pra aprender (O tal curso de que falei acima é assim. Adoro que ele exista e continue fazendo isso pois estou recebendo vários alunos que saem de lá e vêm pras minhas aulas).

O que fazer então ? Muito simples. Se eu estou com um aluno que está começando do zero, explico esta situação para ele, abrimos o livro, estudamos juntos duas páginas, explico tudo o que fazer em Português, e ao final do estudo destas duas páginas, quando ele já entendeu a matéria, já assimilou o conteúdo daquelas páginas, eu volto pro início e explico tudo em Inglês para que ele vá assimilando devagar o som das palavras, a formação de frases, a fonética, a sintaxe (tudo isso sem perceber) e, por estar tranquilo por ter entendido a matéria (seu foco principal), ele SEMPRE entende depois a explicação em Inglês, ou seja, conseue atingir todos os seus objetivos na aula.

Mas agora entra aí a parte do aluno. Aviso que não vamos abolir terminantemente o Português, mas precisamos reduzir seu uso nas aulas paulatinamente até ficarmos só com Inglês, ou seja, com a explicação inicial dos assunots em Inglês e com toda e qualquer conversa, relativa ao material ou não, sempre em Inglês. Isso dá segurança aos alunos e os faz estudar pois sabem que se não evoluírem, vão ter atrasados o que seriam os passos ideais para aprender bem Inglês.

Viram como é simples ? É só ter um pouco de esclarecimento que tudo fica bom, para o professor ou para o aluno. Mas tem curso que prefere ficar "dando murro em ponta de faca"...

Outra coisa: Como ensinar assuntos gramaticais.
Já ouvi gente dizendo que gramática é chato e se deve aprender por repetição, sem ficar "estudando regrinha" pois a pessoa aprende e nem precebe que passou pelas tais regras. Aprendeu ? Será mesmo ?
Vejamos: Este mesmo curso que abomina Português em sala faz o seguinte para ensinar, por exemplo, Present Continuous:
Professor: "I am watching TV" ( e faz uma mímica e mostra gestos de que ação está acontecendo).
Aí ele aponta para um aluno e diz: Julia, you are eating a sandwich, Aí ela repete: I am eating a sandwich.
E vai fazendo isso por 15 minutos umas 50 vezes.

Eficaz ? Até pode dizer que sim.
Para todos ? Definitivamente não. E é aí que vem outro "murro em ponta de faca". Nem todos têm a mesma facilidade de aprender, e, mais ainda, a mesma facilidade de PERCEBER A LÓGICA dos assuntos gramaticais. Deve-se destrinchar bem o assunto. Dizer, em Português ou em Inglês: " O present continuous é um tempo verbal formado pela flexão do verbo TO BE no presente mais um verbo no gerúndio. Normalmente acrescentamos ING a um verbo mas há casos em que..."

Gente, como já tive aluno que se emocionou ao receber uma explicação completa de um tópico como artigos indefinidos, pronomes possessivos, verbos modais e disse: "Puxa, professor, obrigado, finalmente estou entendendo isso. ". Isto para nós é como um mergulho numa praia paradisíaca, é o que nos motiva diariamente a continuar a ensinar e, principalmente, a audar os outros.

Caramba, como ficou grande o tópico !

Abração a todos e boa semana.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mais dicas de estudo e aprendizado de Inglês

Bom dia a todos.
Estamos em uma época muito importante do ano. Já já explico por que.

Para quem está conhecendo o Blog agora meu nome é Fabio, sou professor de Inglês há 7 anos e este espaço existe há quase dois. Meu objetivo principal é tentar prestar toda ajuda possível àqueles que estão aprendendo Inglês (há mensagens no Blog com dicas e incentivo a quem ensina Inglês também).
Nestas mais de 180 mensagens aqui até agora, vou escrevendo coisas que eu acho primordiais para um bom aprendizado da língua. Conforme vou amadurecendo profissionalmente vou aprendendo muito com meus alunos e dividindo com as pessoas tudo o que possa ser útil para elas.
O motivo desta atitude é tentar evitar que pessoas cultas, inteligentes e esforçadas desistam do Inglês por diversos motivos como falta de apoio, incentivo, ideias, planejamento etc. Mas fundamentalmente mostrar-lhes que a Língua Inglesa não é um monstro de 7 cabeças e não devemos ter medo. Todos temos capacidade de ser fluentes. Alguns não sabem bem o caminho.

Bom, voltando ao motivo de eu ter dito que essa é uma época especial. Estamos em abril e aqui no RJ este é o mês mais importante do ano para muitas pessoas. Explico: aqui faz (e este ano bateu todos os recordes) um calor infernal de dezembro a março e muitas pessoas começam os estudos de língua estrangeira agora, entre o finalzinho de março e o começo de maio.
E é justamente sobre esta atitude de se começar o estudo do Inglês (por curso ou por aula particular) que eu gostaria de falar um pouco.

As duas primeiras atitudes a serem tomadas de imediato e que devem durar todo o aprendizado são estas: não baseie o aprendizado de Inglês na Língua Portuguesa e não tome os nossos sons das letras do alfabeto como sons universais a serem usados em todas as línguas.
E, finalmente, encare o aprendizado como uma faculdade. Ficar "craque" em fala, escrita, gramática, vocabulário e compreensão auditiva exige muito esforço, muito estudo e prática. Eu comparo, por exemplo, ao esforço que se deve fazer para saber bem Direito Civil, Penal, Tributário, Constitucional e Administrativo.

Exemplificando os dois parágrafos acima:
O Inglês e o Português vêm em parte, do Latim. Isto acarreta em algumas palavras e construções parecidas mas isso não chega a 20%. Temos, em Português, forte influência do Tupi Guarani, assim como das línguas germânicas no Inglês. E, além disso, temos o desenvolvimento diário da Língua com o surgimento de gírias e vocabulários específicos de cada região. Por isso basear o aprendizado em tradução geralmente e uma furada.

Quanto aos sons, em Português geralmente as palavras têm o som da letra no alfabeto. Estes sons sofrem variações principalmente no A , no E e no O ao colocarmos acentos gráficos. Em Inglês, temos, em muitíssimos casos, palavras com som diferente daquele do alfabeto. Como saberemos o que é certo ? Estudando e praticando muito pois não há regras na maioria dos casos.
Ex: Letra U - Som da letra no alfabeto = YOU
Mas vejam as palavras: Umbrella (som de â), busy (i), bury (é).

Por último, o Inglês não deve ser encarado como uma matéria de escola ("tirei 7,0: Passei !). Imaginem a confusão de um discurso numa reunião de negócios na empresa, tratando de planos para o próximo trimestre em que 30% de tudo o que é falado não faz sentido ou vem com erros de pronúncia ou gramaticais ? Socorro !!!!

Abração pra todo mundo. Tô indo dar 3 aulas em bairros diferentes daqui a pouco.

Valeu !

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Breve análise sobre os materiais de Inglês que uso.

Boa tarde a todos e obrigado pelas mensagens. Está tudo bem comigo e com a minha família. Escapamos ilesos das chuvas da semana passada.

Tenho recebido este ano, além das mensagens com pedidos de livros e correção de exercícios, algumas que pedem dicas de livros para aulas particulares e estudo por conta própria. Aí vão minhas opiniões sobre os materiais que uso:

1 - Interchange Third Edition - Jack C. Richards - É o meu material principal. Completíssimo. São 4 livros com 4 CDs cada, 4 cadernos de atividades e 4 DVDs.
Cada uma das 16 unidades de cada livro tem 6 páginas. Com gramática, vocabulário, compreensão auditiva, conversação, leitura de texto e redação.
Há revisão a cada 2 unidades e, no final do livro, mais 20 páginas com conversação e áudio extras.

Materiais que trabalham habilidades específicas:

2 - Gramáticas:
a) Basic e Intermediate Grammar in Use - Raymond Murphy.
Melhor material de Gramática existente. Cada livro tem mais de 100 unidades sempre com a página da direita com explicações e exemplos e a página da esquerda com exercícios. Ótimos desenhos que ajudam a compreender a língua.

b) Grammar World - Derek Sellen - Perde para o Grammar in Use na qualidade dos desenhos e nas explicações mas tem bem mais exercícios e é em volume único.

c) Essential Business Grammar and Practice - Michael Duckworth - Excelente material de Business que ensina vocábulos de negócios através de tópicos gramaticais. Muito melhor que todos os livros de Business que eu já tive até hoje. Eram todos dificílimos e deixavam os alunos em pânico.

3 - Vocabulário
a) Everyday Expressions with stories - Casey Malarcher - Volumes 1 e 2
Muito bem estruturado e diagramado vem com expressões inseridas em textos, testes, conversações, frases e desenhos. Impossível não entender o significado de uma expressão com tantas oportunidades. Cada livro vem com CDs.

b) Check your vocabulary for TOEFL - Rawdon Wyatt - O mais difícil de todos até agora. Prepara bem para o Toefl. A única aluna que conseguiu estudar este livro comigo passou no exame.

4 - Compreensão Auditiva
a) Tactics for Listening - Coleção do mesmo autor do Interchange com as mesmas vozes das faixas de Listening dos livros Interchange. São 3 livros com 24 unidades cada e cada unidade tem 3 faixas de estudo. É listening de alta qualidade para ser ouvido e estudado por muito tempo.

b) Developing Listening Skills - Casey Malarcher - Minha segunda opção se um aluno acaba a coleção anterior e ainda quer mais. Muito bom mas um pouco inferior ao Tactics.

5 - Conversação - 5001 questions for hours of conversation - Roman C. Roskowinski - São realmente 5001 perguntas ! É conversação por anos de aulas !

Outros materiais que tenho que são úteis nas aulas:

- Como não aprender Inglês - Michael A. Jacobs
Mr. Jacobs é, na minha opinião, o melhor escritor atualmente no Brasil.

- Dicionário de Expressões com GET - Excelente para mostrar aos alunos que Inglês não se baseia em Português e vice versa.

- Dicionário Port - Ing - Port Oxford Escolar
- Dicionário Ing - Ing MacMillan Essential
(Tenho horror a dicionários mas preciso tê-los e estes são, digamos, úteis).

Bom, tenho pelo menos mais uma centena de livros mas raramente são usados em aulas. Estes livros que listei acima compõem o material mínimo que alguém precisaria ou para ficar fluente em todos os campos de aprendizado (alunos) ou para dar boas aulas (professores).

Espero que tenha sido útil pro pessoal.

Abração

quarta-feira, 31 de março de 2010

Diferentes formas de assimilar e usar a língua Inglesa.

Oi pessoal.
Sabemos que professores são pessoas que ensinam e alunos pessoas que aprendem. Sabemos também que esta afirmação só vale para assuntos teóricos. Mas como tenho aprendido com meus alunos !
Como já escrevi aqui algumas vezes, a maior parte de meus alunos de Inglês é particular, ou seja, eu lido com todo tipo de aluno e vejo qualidades e defeitos muito mais variados que encontramos em sala de aula.
Como tenho aprendido com alguns alunos atualmente !
Há 3 ou 4 meses atrás comecei as aulas com um aluno que até hoje mostrou uma característica única.
Uma observação: Geralmente, na minha primeira aula com um aluno, eu sempre lhe passo a informação de que faremos sempre o que ele quiser. Haverá um material principal (ou não, dependendo da sua escolha) e cada aula pode ser da forma que o aluno quiser, seja usando livro didático, ou uma gramática, ou uma música, um dvd, ou até mesmo uma página de internet. Na minha opinião esta é a diferença da aula particular para a aula de curso.
Pois bem. Este aluno, que começou no nível básico ("basicão"), lá pelo fim do segundo mês chegou pra mim e disse que queria se expressar em Inglês o mais rápido possível, queria se fazer entender não importando os erros cometidos.
A princípio fiquei meio preocupado ("bolado", como diriam muitos alunos meus) mas, pensando, estudando e pesquisando bastante, acho que dei um jeito no "problema" e gostaria de passar a minha solução para vocês.

Imaginem as frases, em Português para fazermos as comparações com frases em Inglês:
a - Minha filha é a pessoa mais importante da minha vida.
b - Vou buscar meu automóvel na garagem.
c - Vou à festa, com certeza. Tu vai lá ?
d - Eu não sabe falo Inglês.
e - Eu visitei televisão porque cadeira Joana telhado.

A frase "A" é a perfeita. É a gramaticalmente correta, naturalmente aplicada e reflete a fala comum e certa do brasileiro. Isto é o ideal, ou seja, devemos fazer o possível para falarmos Inglês assim, natural e corretamente como falamos em Português.

A frase "B" não é ruim, não está errada, mas, fala a verdade, você fala assim ? Claro que não! Raramente usamos a palavra "automóvel" no dia a dia, e sim, carro. Nesta frase não podemos apontar erros mas ela não reflete a fala natural do povo.

A frase "C" é o limite do que podemos fazer em Português e, analogicamente, em outras frases, nas línguas estrangeiras que aprendemos. Aqui no RJ, por exemplo, usa-se "tu vai" muito naturalmente assim como "você vai". É errado mas nem é percebido numa conversa, (ao contrário da escrita) como o exemplo que eu coloquei.

Na frase "D", se você é um americano aprendendo Português e solta uma frase desta, dói o ouvido de quem ouve, pois está muito errado. Você passou seu recado ? Sim. Mas deixa uma péssima impressão.

Já a "E" não tem condições. Nada tem a ver com nada, a estrutura está completamente maluca e a pessoa que ouve não faz a menor idéia de que informação você vai passar.

E esta, a letra "E", é o grande problema de quem tem horror a estudo, à gramática e ao comprometimento. Como saem frases assim nas aulas ! Normalmente por terem sido pensadas em Português e por elementos importantes como conjunções, preposições e até mesmo verbos serem misturados, mal colocados ou omitidos nas frases.
Outro motivo é assimilar que uma palavra em Português tem uma tradução única para o Inglês. Em muitos casos saem aberrações deste tipo.
Portanto, lembre-se: programe-se, organize suas prioridades, estude, pratique, tenha contato com a língua coloquial através de filmes e áudios em geral que o caso "E" (dos cinco, de "A" a "E") não vai fazer parte da sua vida.


Obs - Agora os exemplos de frases a, b, c, d, e em Inglês.
a - Frase perfeita - Hey, young man, where do you think you´re going ?
b - Frase perfeita mas com uma palavra em desuso - Please, open the refrigerator for me. (Assim como em Português usamos carro ao invés de automóvel, em Inglês falamos FRIDGE ao invés de refrigerator para geladeira).
c - Erro leve - I been waiting for too long ! Mesmo caso do Português. Muito usado na fala, mas errado na escrita. Faltou o auxiliar HAVE antes do particípio BEEN.
d - Erro grosseiro - The womans are here. Dá pra entender a mensagem, mas dói o ouvido.
e - Nada a ver com nada - The buys children is car cloud. (????)

sábado, 27 de março de 2010

Homenagem e Agradecimento aos Professores de Ensino Fundamental

Boa tarde a todos. Hoje é Sábado, 27 de março de 2010 e agora são precisamente 2 e 05 da tarde aqui no RJ.
Há algum tempo estou programando uma tarde, um tempo vago de uma hora ou um pouco mais, para me dedicar à tarefa de agradecer e homenagear, da melhor forma possível, os professores de ensino fundamental. Os professores que dão aulas a crianças e pré adolescentes.
Este é o tópico de número 180 deste blog. Já escrevi aqui em alguns tópicos anteriores o quanto eu admiro algumas pessoas na minha vida, principalmente pessoas que levam seu trabalho a sério e, com isso, prestam um serviço sem igual ao povo e, em muitos casos, como esportistas, orgulham um país.
Admiro médicos que abrem mão de grande parte de seu tempo livre e de suas famílias para ajudar o próximo. Da mesma forma policiais honestos, bombeiros, jornalistas, babás, ou seja, muitas pessoas.
Mas quero deixar aqui gravada a minha admiração especial aos professores. Mas não é qualquer tipo de professor. É aquele que mais se sacrifica, mais se aborrece, mais perde a voz e mais polivalente tem que ser (professor, pai ou mãe, psicólogo, melhor amigo, médico etc.): o professor de ensino fundamental.
Eu sempre me orgulhei da minha profissão. Tenho 34 anos, sou formado em Letras, sou professor há quase 7, dou aulas particulares, aulas em cursos e empresas e aulas no 3ano do Ensino Médio no Colégio Santo Amaro. Sou muito feliz, tenho muitíssimo orgulho do que faço, sinto imenso prazer em 99% do tempo em que dou qualquer aula mas admito que minha importância e meu papel na sociedade e mesmo na vida em geral não chegam aos pés dos professores de crianças e pré adolescentes.
Para vocês, professores, tiro o chapéu, faço uma reverência e beijo as mãos. Eu me achava importante até conhecer melhor a rotina, o ritmo de trabalho, os problemas, aborrecimentos e agonias pelas quais vocês passam todos os dias. E estão sempre com um sorriso para o dia seguinte.

Vocês valem muito mais, são muito mais do que eu sempre achava ser.

Obrigado por ensinarem com amor.
Obrigado por muitas vezes tentarem ensinar, apesar de uma correnteza fortíssima de adversidades.
Obrigado pela coragem de vocês, enfrentando problemas do dia a dia e alguns (em certos casos, muitos) problemas de caráter gravíssimo como péssimas condições de trabalho, ameaças, criminalidade, desrespeito, ironia, chantagens e agressões físicas e morais.

A vocês uma frase que ouvi algumas vezes, recentemente até, que há pouco tempo inclusive eu julgava ser um tipo de deboche, mais hoje percebo seu significado mais puro e verdadeiro: "Quando eu crescer, quero ser igual a vocês."

Mais uma vez, obrigado pelo esforço, dedicação e importância na vida de todos nós.

Obrigado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mais alguns conselhos para alunos e professores.

Tópico voltado principalmente para aulas particulares, mas que pode ser usado também em cursos ou escolas.

Bom dia a todos.
Se você é professor ou aluno e está trabalhando ou estudando há pelo menos alguns meses já deve ter percebido: como tem gente que entra em pânico ao se deparar com a tarefa de aprender Inglês ! Ter de dizer corretamente as palavras, criar frases e escrevê-las.

Isto tem solução muito simples, tanto para professores como para alunos.

Professores - Deixem bem claro, repitam à exaustão, através de atos e palavras, que vocês sempre irão ajudar os alunos a desenvolverem suas aptidões, com paciência, dedicação e muito carinho. Em cursos e escolas, punam severamente os engraçadinhos que ficarem debochando de quem erra uma pronúncia fácil (isso traumatiza quem errou pro resto da vida). Nas aulas particulares, vão no ritmo do aluno. Ofereçam sempre opções de exercícios que lhes façam mais confiantes, cobrem resultado mas, de início, sem muita pressão, para o aluno ir adquirindo confiança. Deixem sempre eles tranquilos quanto às aulas, materiais, didática, metodologia etc.

Alunos: Vocês pagam por um serviço e devem exigir o melhor. Mostrem sempre ao professor vontade de aprender, comprometimento com as tarefas e estudo diário que vocês vão tê-los eternamente apaixonados por suas aulas. NUNCA tenham vergonha de pedir uma segunda, terceira ou décima explicação de um assunto. Usem sempre a sinceridade: se um material não está agradando, falem; se uma metodologia não está dando certo, falem; às vezes, na concepção do professor ele está fazendo o mais adequado mas há vezes que isso não corresponde à verdade e ele precisa saber, para seu próprio amadurecimento profissional.

É isso aí. Bom dia de trabalho/estudo a todos (bom, e se tiver alguém de férias aqui no RJ, boa praia !)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Assuntos básicos de gramática em Inglês

Boa tarde pessoal e muito obrigado pelos e-mails.
Esta deve ser a quarta ou quinta vez que inicio um tópico pedindo desculpas. Peço desculpas mais uma vez por estar abordando pouco o Inglês básico no Blog. O motivo é que eu acho (e posso estar errado) que material de Inglês básico há muito disponível pela Internet e eu tenho feito sempre o possível para postar coisas razoavelmente novas neste espaço, principalmente tentando passar dicas da minha experiência de 7 anos como professor, tratando de assuntos gramaticais e de vocabulário mais avançado e muitas dicas do que fazer e não fazer tanto em sala de aula como na mesa de estudo. Sempre com o objetivo de aproximar o leitor, o aluno, ao Inglês e a todos os benifícios que este contato proporciona.

Bom, então atendendo a alguns pedidos que me chegaram por e-mail (abração, Edu e Dani) aqui vão algumas dicas de como assimilar alguns tópicos de Inglês básico.

Já disse aqui que o Inglês básico (basicão mesmo, verbo TO BE, artigos, present continuous...) corresponde, por exemplo, às 4 operações básicas da Matemática. Ou seja, assim como nenhuma conta, nenhum cálculo é feito sem passar por elas, os tópicos a seguir vão servir como base a todos os outros em Inglês.

Quanto ao verbo to be, percebo que os alunos não têm problemas sérios em usá-lo corretamente com os pronomes I, you, he, she etc. Mas eles costumam se enrolar muito com outros sujeitos. Ora, é muito fácil: saiu do pronome é só pensar o seguinte: sujeito singular = is; sujeito plural = are. Pronto.

Então: She is here. Maria is there. His beautiful girlfriend is at school. That tall woman in green and white is coming.
Percebam que todos os sujeitos são equivalentes a SHE, são todos singulares e recebm IS como flexão do verbo to be.

Como teríamos com ARE ?
They are here. Maria and Jessica are there. Their beautiful girlfriends are at school. Those tall women in green and white are coming.
É fácil ou não é auditório ??? (Oh my God, baixou o Silvio Santos aqui !)

A mesmíssima coisa acontece com DO e DOES e o mesmo problema acontece com muita gente. Todo mundo tira de letra aplicar estes auxiliares com I, You, He, She , It, We, You e They mas, muitas vezes, é só colocar um sujeito diferente que a galera se enrola. Vejamos pois...

Does she like chocolate ? Does Maria like chocolate ? Does his beautiful girlfriend like chocolate ? Does that tall woman like chocolate ?

E com os plurais ? Auxiliar DO neles.

Do they like chocolate ? Do Maria and Jessica like chocolate ? Do their beautiful girlfriends like chocolate ? Do those tall women like chocolate ?


E uma coisa muito importante: nada de misturar auxiliares DO e DOES com verbo TO BE. Onde entra um não entra o outro.
Exemplos:
She is tall - Sujeito + verbo to be + complemento.
Pergunta: Is she tall ? NUNCA usar Does she is... ?

Outro caso:
They live in SP. - Sujeito + verbo (menos o verbo to be) + complemento
Pergunta: Do they live in Sp ? NUNCA usar Are they live ... ?

Finalmente, pra não dizer que não falei de artigos (ou pra não dizer que só falei de verbos): O uso (correto e completo) dos artigos indefinidos A e AN.
Importantíssimo: aquela regrinha Artigo A antes de consoante e Artigo AN antes de vogal que aprendemos na escola é a maior furada ! Ou melhor, é razoavelzinha, mas longe de estar completa.

Então: A regra completa é: Usamos os artigos indefinidos antes de palavras singulares CONTÁVEIS. O artigo A vem antes de palavras iniciadas com SOM de consoante e o artigo AN vem antes de palavras com SOM de vogal.
Ah, bom ! Agora entendi. Bom, mas... hã ?

Molezinha, olha só:
Então: I need a book. OK !
I need an eraser. Ok !

Respectivos plurais: I need books ( ou some books, ou two books, tudo bem )
I need erasers.
Ambos sem artigo pois estamos tratando de PLURAIS e plurais não podem ser precedidos por A e AN.

Ainda: I need a book. Ok !
I need an eraser. OK !
I need an information, I need a money. NÃÃÃO !!! Estas palavras são incontáveis, não podem recerber artigos indefinidos.
Como fazemos? Sem artigo.
Exemlos: I need (some) information.
I need (some) money.

Quer duas informações ? Como fazer se INFORMATION não leva plural ? Usando PIECES OF
Ex: I need two pieces of information. I need two pieces of advice. (Advice = conselho)

E, por último, o som da palavra é mais importante que a letra.
Veja: Hour e House. Na primeira palavra o som inicial é o da vogal O pois o H é mudo, logo devemos colocar o artigo An. Já na segunda o H tem som de RRRR, logo, temos de colocar o artigo A.
An hour. A house.

O mesmo acontece com
An umbrella - A university.
An x-ray
An M.T.V show.

Valeu galera !!!!