quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Relato de minha prova no MTELP

Boa tarde a todos.

Estou muito feliz. Como já escrevi aqui algumas vezes sou professor há 8 anos, dou aula no terceiro ano do Ensino Médio de uma escola aqui no RJ e tenho atualmente 15 alunos particulares que me proporcionam ter 30 horas de trabalho por semana.
Não tenho planos a curto prazo de mudar este esquema mas andei lendo recentemente sobre exames internacionais de proficiência. Eles são testes muito úteis que, além de comprovar o conhecimento do profissional, podem ajudar a abrir portas para cursos e faculdades no exterior e empregos em empresas aqui no Brasil.
Resolvi então experimentar.
Fui ao IBEU, curso do qual eu fui aluno de 1988 a 1993 e completei o processo regular, e perguntei sobre estes exames.
Fiz o MTELP - Michigan Test of English Language Proficiency e foi SENSACIONAL ! Por isso estou muito feliz, como disse na primeira linha do texto.
O valor é de R$ 255,00. Paguei na terça-feira e minha prova foi marcada para sexta às 14h.
Um dos professores do curso me conduziu a uma das salas, e, de início, me deu uma folha em branco para fazer a redação. Mínimo de 30 linhas para que eu falasse de aspectos pessoais e profissionais da minha vida. Fiz umas 45. Deu a folha inteira de um lado e metade do outro.
(Lembrando sempre as regras básicas de redação: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão; Parágrafos curtos; Amplo vocabulário com uso de sinônimos mas ao mesmo tempo evitando usar palavras que o candidato não esteja familiarizado para não correr o risco de acabar errando ao tentar impressionar)
A seguir, a prova de múltipla escolha. Ele me explicou como era o esquema da resolução das questões e me deu as folhas que continham as perguntas e a folha de respostas.

Como foi a prova:
Eram 100 questões: 40 de gramática, 40 de vocabulário e 20 de interpretação de texto.
Gostei imensamente da prova de gramática pois caiu exatamente o que venho insistindo com os alunos em nossas aulas estes anos todos: exceções gramaticais. Apareceram muitas !
Achei difícil esta parte, mas deliciosa de fazer. E fui me sentindo recompensado cada vez mais que avançava na prova e via assuntos que sempre prestei atenção ao passar por eles e os estudava e assimilava completamente.
A seguir, 40 questões de vocabulário. Gostei muito também pois foi bem variado. Foram tópicos de dia a dia, esportes, gírias e negócios. Caíram alguns arcaísmos também. Admito que em 2 ou 3 questões me senti perdido e posso ter errado pois apareceram palavras com as quais não tenho o menor contato, como Moda, por exemplo.
E as 20 questões finais eram de interpretação de texto. Eu sempre achei as questões de texto em Inglês muito mais fáceis do que em Português porque há sempre como você provar que determinada questão é a certa. Não lembro de ter visto, em Inglês, uma pergunta que eu odeio quando aparece em textos em Português : "Na sua opinião, o que o autor quis dizer quando..." Sei lá, ora bolas !
Eram então 4 textos com 5 questões cada. Destas 20 questões respondi 18, se não me engano, com segurança e dei uma leve chutada nas 2 ou 3 últimas do último texto, pois já estava muito cansado e o assunto destas últimas 5 era, argh..., Filosofia ou Sociologia.
Acabada então a parte escrita, tendo eu feito a redação e a múltipla escolha (ia esquecendo de dizer: foram 30 minutos para a redação e 80 para as 100 de múltipla escolha) ficou faltando a parte oral.
O professor me deu um texto sobre atualidades e me pediu para ler silenciosamente. Era curto. Tinha umas 30 linhas. Quando eu acabei ele me avisou que eu poderia ler outras vezes e, quando me sentisse preparado, eu deveria dizer, com minhas próprias palavras, o que eu tinha entendido.
Ao fim disso, bati um papo com ele de uns 10 a 15 minutos dizendo o que eu tinha escrito na redação: a minha vida.
Durou tudo, então, umas duas horas e quinze, duas horas e vinte. Fui avisado que segunda eu poderia buscar minha nota. Gostei do professor, parece ser gente boa.
Voltei lá então na segunda e busquei o resultado: 9,4 e grau excelente em todas as habilidades avaliadas.
Eis o meu resultado: " Excellent - Proficient enough in English to carry a full time academic program. Fully operational command of the language at a high level in most situations, e.g. can argue a case confidently, justifying and making points persuasively"

Bom, como várias vezes comentei aqui no Blog, este foi mais um tópico que tem como intuito ajudar e encorajar a pessoa interessada em aprender Inglês e ser fluente.

Agora um recadinho muito importante: Continuo muito decepcionado com 99,8% das pessoas que acessam o Blog (o número que eu escrevi parece um exagero ao acaso mas é isso mesmo: tenho mais ou menos uma a cada 500 pessoas que acessa a minha página e me escreve alguma coisa animadora e construtiva) e vou dar este mês de prazo e teste para ver se o feedback melhora. Se eu perceber que continuo falando para as paredes eu vou parar definitivamente dia 1 de setembro.

Grande abraço a todos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Exercício de tradução que passei para um aluno

Abaixo mostro a forma com a qual corrijo os exercícios que me chegam:

Padronização:
Primeira linha - Frase a ser traduzida
Segunda - Como o aluno fez
Terceira - Erros
Quarta (e, se necessário, quinta, sexta, sétima linhas...) - Explicação
Última linha - Frase correta

No exercício abaixo o aluno caiu em TODAS as pegadinhas que eu coloquei. Ele tem um desempenho parecido com 95% dos alunos que eu já tive até hoje: esforçado, inteligente, mas que trabalha e não tem tempo de estudar e não consegue se desvencilhar de pensar as frases em Português e acaba cometendo muitos erros ao traduzir a maioria dos termos ao pé da letra.

Os tópicos gramaticais incentivados foram:
Plural
Sufixo ING como sujeito de frase
Imperativo
Condicional
Genitivo
Pronomes Possessivos
Prposições

A frases e a correção:


1 – De quem é este belo vestido branco ?
Você escreveu: Who is this beautiful white dress ?
Erros:
De quem = whose
Whose precede o objeto (coisa) e o faz tornar sujeito da frase
Fica: Whose beautiful White dress is this ?

2 – Eu sei que os homens não gostam de pedir informações quando estão perdidos.
Você escreveu: I know that man don´t like to ask information when they are lose.
Erros:
Homens = men (com E = plural)
Pedir = ask for
Perdido = Lost (lose é o verbo perder)
Fica: I know that men don´t like to ask for information when they are lost.

3 – Ultrapassar pela direita é proibido pelas leis brasileiras.
Você não fez
Overtaking on the right is forbidden by the Brazilian laws.

4 – Ela se exercita 3 vezes por semana.
Você não fez
She works out three times a week.

5 – Ela acabou de digitar 6 cartas.
Você escreveu: She finished to type six letters.
Erros:
Até daria para usar o verbo FINISH mas não é a melhor solução (e ele sempre precede verbo no gerúndio). Quando acabamos de fazer algo usamos o present perfect com JUST.
Fica: She hás just typed six letters.

6 – Não compre esta camisa azul. A amarela é muito mais bonita.
Você escreveu: It not buying this blue T-shirt. The yellow one is very much beautiful.
Erros:
Trata-se de ordem, imperativo – Usa-se DON´T + verbo = Don´t buy
Very much termina frase – Usa-se much more beautiful
Fica: Don´t buy this blue T-shirt. The yellow one is much more beautiful.

7 – Ou você me ajuda com as tarefas domésticas (housework), ou você faz seu dever de casa. Você não pode jogar futebol agora.
Você escreveu: Or you help me with housework´s task, or you make (do) your homework. You can´t play soccer now.
Erros:
Quando há 2 “ou” (um em cada oração da frase), o primeiro ou é “either”.
Housework já é tarefas domésticas.
O verbo do dever de casa é “do”. Usamos “make” para criação de algo.
Fica:
Either you help me with housework or you do your homework. You can´t play soccer now.

8 – Se você tivesse ido a festa ontem, você teria comido muito.
Você escreveu: If you had to go to the party yesterday, you had to eat very much.
Erros:
Trata-se de TERCEIRA CONDICIONAL, a chamada condicional impossível e os tempos verbais usados nela são o past perfect (had + particípio) e condicional perfeito (would + have + particípio)
Fica:
If you had gone to the party yesterday, you would have eaten a lot (ou very much).

9 – Você conhece os pais da Maria ? Conheço sim. Eu os conheci semana passada no aniversário dela.
Você escreveu: Do you know Maria´s parents ? I know them. I know them last week in hers´s birthday.
Erros:
Suas duas primeiras frases ficaram certas.
Na terceira o verbo deve ser meet (passado = met) pois menciona a origem do conhecimento.
Lugar vem antes de tempo.
Pronome possessivo não leva genitivo.
A preposição é AT e não IN por tratar-se de referência, parâmetro.
Fica:
I met them at her birthday party last week.

10 – Você sabe que eu odeio baseball. Na verdade, odeio basquete também.
Você escreveu: Do you know that I hate baseball. In fact, I don´t like basketball to.
Erros:
A primeira frase não é pergunta, então não tem DO.
Na segunda, fazemos a concordância de negativa com EITHER e não tôo (que voc~e escreveu to)
Fica:
You know that I hate baseball. I fact I don´t like basketball either.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Boa notícia

Gostaria de compartilhar uma coisa muito boa que aconteceu hoje.
Depois de muito tempo e dezenas de tentativas com alunos (a maioria, frustrada, algumas em andamento), pude dizer a um aluno meu que ele está FLUENTE em Inglês.
Além de ele ser um cara persistente (não desiste das aulas apesar de o trabalho dele dificultar um pouco o estudo e o comparecimento) ele já tinha uma habilidade natural de aprendizado. Começamos em 2008 com gramática, continuamos com Listening, entramos na coleção Interchange inteira e temos feito conversação há alguns meses (com um pouco de listening avançado também).
Claro, ele ainda erra um ou outro tópico de gramática e às vezes lhe foge um pouco de vocabulário mas ele me provou que já é plenamente capaz de PENSAR em Inglês, tanto em assuntos do dia a dia, quanto em outros mais técnicos e consegue falar, sem interrupção, sem medo e sem gaguejar o tempo que for necessário.
Estou exultante de felicidade.

sábado, 30 de julho de 2011

Só mais este.

Boa tarde a todos.
Resolvi novamente interromper a aposentadoria do Blog para inserir uma mensagem muito importante. Relacionada ao aprendizado de Inglês, claro. Nela falo algo que sempre quis falar mas nunca tive coragem, com medo de perder os leitores do Blog. Mas como atualmente, como já expliquei na mensagem anterior "Fim do Blog" não estou preocupado mais com acessos, estatísticas e reconhecimento do meu trabalho, sendo financiado ou não, por ter perdido as esperanças de ter sucesso, resolvi que esta seria a hora de colocar para fora uma ideia que eu sempre quis passar.
O incentivo final veio ao ler um e-mail de uma leitora com dúvidas insistentes em assuntos básicos.
Lá vai:

Oi Xyxzxyz.
Vou te falar uma coisa que talvez assuste mas eu tento sempre ajudar as pessoas não só a aprender Inglês mas de muitas outras formas também.
Meu objetivo inicial ao ter contato com qualquer pessoa, pessoal ou virtualmente, como é o nosso caso, é fazer o possível para que esta pessoa fale Inglês fluentemente, possa se sentir confiante para se expressar com segurança em viagens, reuniões etc.
Isso é o que qualquer bom professor faz. O que você raramente vai ouvir de alguém, se for o caso, claro, é o que eu vou te dizer abaixo.
Acontece, aí é que vem a parte delicada e pode ser este o seu caso, que há determinadas pessoas que simplesmente não conseguem assimilar o aprendizado de uma língua estrangeira.
A pessoa é inteligente, determinada, esforçada, estudiosa, não falta às aulas, não se atrasa, faz perguntas pertinentes, anota tudo, mas simplesmente não leva jeito para aquilo.
Isso aconteceu comigo na Faculdade de Direito. Sempre fui um bom aluno na escola e passei em 37º lugar num vestibular difícil de uma das faculdades mais procuradas do RJ.
Fui muito bem no primeiro ano, com matérias como Contabilidade, Economia e Português, ou seja, nada ligado ainda ao Direito.
Mas quando comecei a ver as matérias de Direito mesmo: Civil, Penal, Tributário e Constitucional, foi uma tragédia que estava acabando com todos os aspectos da minha vida. Eu continuava o mesmo aluno sério e estudioso mas percebi que tentar assimilar o conteúdo dos artigos dos Códigos era o mesmo que me deparar com textos em russo, chinês ou japonês. Com recuperações, dependências e com minha namorada me dando muita ajuda para as provas consegui chegar ao quarto ano, o penúltimo e, simplesmente, empaquei ! Repeti duas vezes o quarto ano e, no meu sexto ano de Faculdade, ainda no quarto ano, parei. Percebi que nunca iria aprender, por mais diferentes, pacientes e bondosos fossem os professores. O problema era eu, uma pessoa com várias virtudes de bom aluno mas que, por algum motivo, não tinha como aprender as matérias ligadas a Direito. Não tinha a capacidade de interpretação e visualização do que lia nos códigos e livros de doutrina.
Como te falei: pode ser este o seu caso e, se for, por favor não se sinta ofendida pois meu intuito ao me arriscar te passar esta mensagem é te proteger de um dia passar por isso que eu passei.
Acontece com MUITA gente. Sou professor de escola mas em 90% do meu tempo dou aulas particulares para profissionais extremamente capazes em suas áreas como Médicos, Engenheiros, Advogados e Professores e vejo toda hora estes alunos resolvendo casos cabeludos, dificílimos em suas áreas, e perderem o sono com assuntos básicos de língua estrangeira como verbo to be e auxiliares, exatamente o que você está vendo agora.
Estes assuntos exigem muita lógica (a mesma do aprendizado de matemática e física) e um conhecimento sólido de gramática da língua portuguesa ajuda muito também.
Meu conselho, resumindo isto tudo é: esforce-se, estude, tenha várias fontes, leve o aprendizado de Inglês muito a sério mas, se você perceber que está impossível, num caso detalhado muito parecido com o que eu te falei que eu passei pela faculdade, não se sinta derrotada e pare. Não podemos sucumbir aos primeiros obstáculos, temos de ser fortes e perseverantes, mas, ao mesmo tempo, temos de ter humildade e sabedoria para reconhecer determinadas falhas e insistir além da conta pode significar frustração, estresse e até brigas em família e no trabalho.
O assunto que você está com dificuldade (quando usar o verbo to be ou um dos auxiliares) é apenas o primeiro obstáculo de centenas que vêm por aí. Muitos deles não têm explicação quanto ao seu uso e outros tantos têm uma explicação bem complexa, cheia de exceções.
Lembre-se: quero e vou te ajudar sempre que precisar mas me achei no dever de escrever isso tudo para te alertar, para te dar uma visão mais ampla da realidade e te mostrar uma opção ao lidar com o problema, se ele piorar muito.
Bom, espero que você tenha chegado até aqui e, principalmente, não tenha ficado com raiva do que escrevi.
E, como fonte de muitos exercícios que você pediu, dê uma olhada no website www.agendaweb.org . Ele é completíssimo em todas as habilidades de Inglês e te fornece mais de 100 mil exercícios para fixação e prática.
Caramba, como escrevi !
Boa tarde e bom sábado procê.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dica final

Inserindo um pequeno comentário após a aposentadoria do Blog:
Pelo amor de Deus, quem pretende começar aulas particulares de Inglês, por favor, façam um favor a vocês próprios e ao seu professor e só "pulem" o(s) livros(s) básicos(s) do material didático que for escolhido se vocês estiverem realmente craques em verbo to be, present continuous, simple present, simple past e pronomes retos, oblíquos, demonstrativos e possessivos. Saber bem isso é o mínimo do mínimo para entrar em um volume pré-intermediário.
Tá parado há muito tempo ? Fez um curso completo quando tinha 20 e poucos anos e hoje tem 40 ? Peça ao seu professor que elabore um teste de nivelamento.
Não fique com preguiça nem sinta vergonha de recomeçar do zero se for necessário. Muitas vezes isso é bem rápido e talvez não precise ver item por item das páginas dos livros básicos mas vai um aviso do coração: ignorar o material básico sem estar preparado por preguiça ou vergonha é dar tiro no próprio pé. Vai chegar um momento em que o aluno vai ficar completamente perdido no material e, de duas uma, ou vai parar com as aulas por causa do desânimo e da falta de resultados, ou vai ter que voltar tudo do zero e perder tempo e dinheiro.
Vão por mim, conselho de coração. Tá acontecendo direto isso hoje em dia, com alguns alunos meus e com outras pessoas que conheço.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fim do blog

Pois é, pessoal. O Blog já deu o que tinha que dar.
Foi bom enquanto durou.

Tenho a consciência tranquila de que ajudei um número enorme de pessoas sem pedir nada em troca mas estou profundamente decepcionado de receber cerca de mil visitas diárias e, deste número, apenas entre 5 a 10 e-mails ou comentários semanais me dando uma resposta sobre o conteúdo.
Estou me sentindo uma pessoa que, sem tempo, faz o possível para ajudar e não tem nem 1% do apoio de volta que eu preciso para continuar me estimulando a ajudar.
Já em janeiro ensaiei um fim mas por causa de alguns pedidos decidi continuar. De lá pra cá foram mais de 50.000 acessos e DEZ pessoas que me mandaram dúvidas e me autorizaram a publicá-las aqui.

Bom, o blog então tem 240 tópicos.
Ele é feito de:
a)60 exercícios. A maioria de gramática e de nível intermediário – avançado.
b)Inúmeras mensagens de explicações de assuntos gramaticais
c)Muitos tópicos que têm por objetivo animar as pessoas a estudar, evoluir no aprendizado de Inglês e, principalmente, vencer o medo de não conseguir nunca aprender a língua.
d)10 tópicos com dicas e exercícios para preparação das pessoas para vestibulares, concursos públicos e provas de trainee.


Meu e-mail está no blog e quem quiser, claro, pode me mandar mensagens. Mas, admito, pode ser que eu demore um pouco a responder. Estou com mais de 40 aulas semanais em 7 lugares diferentes.

Grande abraço e obrigado pelos mais de 370 mil acessos em 3 anos.
Professor Fabio Costa e Silva da Rocha

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dúvidas de Leitores - 9

Oi Fábio!

...
Faz 14 anos que parei e agora resolvi estudar pra valer.
Resolvi e me matriculei num curso aqui perto da minha casa.
Eu entendo muito mais do que falo. Parece que me dá um branco quando tenho que falar.
Na sua opinião, qual a melhor maneira para desbloquear isso?
...
Abraço,
Carla


Oi Carla. Desculpa a demora em responder. Não mexi no computador este fim de semana.
Entendo quando você diz: "Eu entendo muito mais do que falo. Parece que me dá um branco quando tenho que falar."
Isso é super normal de acontecer pelo seguinte: é muito mais fácil desenvolvermos habilidades passivas, como a leitura e a compreensão auditiva. Nelas aprendemos por simplesmente ficarmos quietos, parados, com o nosso objeto de aprendizado à nossa frente. Só temos que deixar as informações entrarem, serem assimiladas.
Já, ao contrário, com as habilidades ativas: escrita e fala, somos desafiados a criar e a pressão é muito maior. Há o medo do erro e do ridículo. A solução para isso é simples: contrate um professor particular. Ele vai te incentivar a falar e NUNCA vai rir ou debochar de você (ele sabe que se fizer isso vai perder a aluna). Não aconselho aulas de conversação em cursos. Resolve o problema da oportunidade de falar mas não o da timidez.

Bjs.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dúvidas de Leitores - 8

Bom dia, Professor Fabio,

Sou um estudante autoditada e bastante curioso da língua inglesa. E no decorrer dos estudos, tenho percebido em mim uma grande compreensão na leitura de textos formais e informais, bem como, na escrita. Tenho a oportunidade de praticar a fala com minha namorada e o diretor da empresa onde trabalho, porém, aí está a minha maior dificuldade (encontrada até agora).

Justamente, quando vou conversar com alguém em inglês, começo a ficar nervoso, não lembro das palavras que aprendo, tenho dificuldades em pensar e formar frases em inglês. =(

De acordo com a minha situação, que dicas ou instruções você me dá, para eu melhorar minha conversação em inglês?

Se puder me ajudar, ficarei muitissimo grato.

Muito obrigado pela atenção.

Atenciosamente,

Rafael Munhoz



Oi Rafael. Muito obrigado pela mensagem.
De início parabéns pelo estudo.
Seu caso não configura um grande problema e a solução é fácil: Caia de cabeça em seriados americanos e veja-os com áudio e legenda em Inglês no DVD. Assim você irá conseguir PENSAR em inglês que é o que está faltando pra você.
O estudo de livros é sensacional mas muita gente não tem tempo ou paciência. O mesmo com a resolução de exercícios.
Com as séries você terá audição e visão para pegar o vocabulário e como as falas são num ritmo mais rápido que nos livros, o seu cérebro vai se acostumando com o ritmo mais rápido que é o real.
E, atenção, SÈRIES, não filmes. Em uma série, com 22 episódios, a história que vai se desenrolando e as próprias vozes dos atores principais que vão se repetindo por tanto tempo fazem com que tenhamos bem guardados todos os sons e sotaques.

Abração procê.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dúvidas de leitores - 7

Olá

Estive lendo muitas postagens em seu blog sobre a língua inglesa, gostaria de saber se você
pode me enviar os livros de inglês.

E se possível gostaria de saber tirar uma duvida, um curso de inglês é suficiente para obter uma fluência
a ponto de morar no exterior?


Regards.



Oi, obrigado pela sua mensagem.
Os livros vão em anexo.

Rapaz, você me fez uma pergunta cuja resposta ideal e bem fundamentada daria um livro ou um bom papo de algumas horas num bar mas eu vou te dizer, por alto, o que eu acho.

Minha resposta, salvo raríssimos casos é NÃO.
De início três informações:
a - São necessárias muitas horas de estudo até se chegar à fluência. Muitas mesmo ! Mais de mil.
b - A matéria dada em sala de aula é bem assimilada se estudada a fundo em até 48h depois de apresentada
c - O melhor funcionamento do cérebro para o aprendizado da matéria se dá com aulas de 1h a 1h30 de duração.

De imediato você já extrai algumas conclusões:
1 - Ter aulas terças e quintas e não estudar entre elas (principalmente entre quinta e terça) não adianta muita coisa.
2 - Ter aulas só aos sábados de 8h às 11h NÃO É a mesma coisa de ter 2 aulas semanais de 1h30 ou 3dias de 1h.
3 - Ignorar deveres de casa é como ir ao médico, obter o atendimento e... não tomar o remédio. Vai passar o problema ? Não.


Você falou em curso e não aulas particulares ou estudo por conta própria. Não vou dar opiniões positivas ou negativas sobre a maioria dos cursos embora eu saiba que alguns deles, inclusive dois BEM famosos são HORROROSOS. Mas eu te indicaria IBEU, CCAA e Cultura Inglesa. Estudando neles a chance de você se deparar com seriedade e bons e dedicados professores é muito grande.

Finalmente, vou te dizer porque minha resposta é NÃO.
O aluno adolescente geralmente não tem maturidade e nem conhecimento para entender o quão importante é estudar com seriedade, planejamento e produtividade com um objetivo a médio ou longo prazo. Ele não tem paciência, não tem fé.
O aluno adulto já sabe que "o buraco é mais embaixo" pois está sofrendo na pele as consequências de não ter ficado fluente na adolescência mas agora tem estágio e/ou emprego que lhe ocupa várias horas do dia, faculdade ou pós muitas vezes e festas, amigos, namorada etc.

Nos meus 8 anos de magistério devo ter tido algo em torno de 500 alunos. Consigo me lembrar agora de 4 que ficaram fluentes e mais uns 10 que estavam a caminho e viajaram para o exterior ou trocaram as aulas comigo por aulas em cursos pagos por seus trabalhos. Ou seja, cerca de 3% ficaram fluentes.

Não é fácil. Aprender Inglês PARA FICAR FLUENTE não é um passatempo. Requer uma dedicação igual a uma faculdade.

Dê uma olhada neste tópico do Blog:
http://inglesnapontadalingua.blogspot.com/2008/11/um-pedido_18.html

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dúvidas de Leitores - 6

Bom dia Professor.
Meu nome é Christopher, tenho 16 anos e já há algum tempo venho acompanhando seu blog. Parabéns pela ajuda às pessoas.

Minha dúvida é Present Perfect. Me enrolo muito com as diferenças entre ele e os outros tempos verbais. Já li aqui que o senhor não gosta muito de tradução mas tenho muita dificuldade de aprender de outra maneira. Minhas professoras, tanto no colégio quanto no curso, não aceitam falar Português em sala e, talvez por causa disso, não consegui entender bem o assunto até hoje. Você se importaria de me dar uma explicação rápida em Português.

Obrigado



Oi Christopher.
Rapaz, brigadão pela mensagem.
Vou te ajudar, com certeza, será um prazer, mas devo te dizer que suas professoras estão certas.
Este é um assunto delicadíssimo e já escrevi aqui algumas vezes sobre. Admito que não dou todas as minhas aulas em Inglês como eu gostaria, mas deixo sempre claro que, quanto mais se basearem na tradução, mais as pessoas demoram para ficar fluentes em Inglês, principalmente na fala e na escrita.

Bom, no blog já há uma explicação grande sobre Present Perfect. Você pode ver nesta página aqui:
Present Perfect

A seguir uma explicação específica em Português para você através de palavras-chave:
1 - EVER
Usado no Present Perfect como uma ação considerada razoavelmente rara mas que ainda pode ser feita. Sua tradução seria: "Já", ou, "alguma vez na vida"
Exemplo: Have you ever ridden a camel ? = Você já andou de camelo. Podemos usar o Present Perfect pois aqui estamos abrangendo o tempo de vida de uma pessoa, que, é claro, já começou e continua para o futuro.

Ever também pode ser usado no simple past, de uma forma bem menos comum pois terá que especificar um tempo que passou e não volta mais, como, por exemplo, um emprego, nos anos 90, em uma empresa que não existe mais.
Exemplo: Did you ever have any problems with you boss when you worked for that company ?" = Você alguma vez teve problemas com seu chefe quando você trabalhava naquela empresa ?

E as respostas às perguntas levam, preferencialmente, ALREADY nas respostas afirmativas e NEVER nas negativas.
Respostas para a primeira pergunta:
Yes, I have already ridden a camel. = Sim, eu já andei de camelo.
No, I have never ridden a camel. = Não, eu nunca andei de cavalo.

Resposta para a segunda pergunta:
Yes, I already had some problems... = Sim, eu já tive alguns problemas...
NO, I never had any problems...= Não, eu nunca tive problemas...


2 - Yet
Também é usado como "JÁ" em perguntas, mas, desta vez, aborda ações que esperamos que ou já tenham sido feitas ou sejam feitas logo. Não é usado no simple past.
Então: Have you done your homework yet ? = (E aí ?) Já fez o dever de casa ?
Respostas possíveis:
Yes, I have already done my homework. = Sim, eu já fiz meu dever de casa.
No, I haven´t done my homework yet. = Não, eu não fiz meu dever de casa ainda.

Vejam: Yet na pergunta = Já; Yet na resposta = Ainda.


3 - How long, for e since
Os dois primeiros podem ser usados no Present Perfect e no simple past e o terceiro só no present perfect.
Ao ser usado no Present Perfect o How Long deve ser traduzido por HÁ QUANTO TEMPO e admite FOR (há) e SINCE (desde) como respostas.
Exemplos:
How long have you been a doctor ? = Há quanto tempo você é médico.
I´ve been a doctor for 10 years. - Eu sou médico há 10 anos.
I´ve been a doctor since 2001. - Eu sou médico desde 2001.

E, sendo usado como Simple Past, temos a tradução de How long por POR QUANTO TEMPO e não usamos SINCE.
Exemplos:
How long did you talk to her ? = Por quanto tempo você falou com ela ?
Resposta:
I talked to her for 30 minutes. - Falei com ela por 30 minutos.


Acho que ficou legal. Qualquer dúvida é só escrever.