terça-feira, 16 de novembro de 2010

O aprendizado do idioma e as classes sociais.

Boa tarde a todos.
O que me motiva a escrever este tópico hoje é o contato que eu tive com algumas pessoas recentemente.
Comecei as aulas com dois alunos estes últimos meses que exercem função de chefia nas empresas onde trabalham e, graças a Deus, me surpreendi positivamente.
Infelizmente, na maioria das vezes em que recebi a proposta de aulas de alguém que exercesse a função de chefia ou direção em uma empresa, tive azar de conhecer pessoas que não aceitavam muito a condição de alunos, ou seja, não gostavam de não estar em uma posição de comando e se mostravam irritados por ter de passar pela "humilhação" de estar na posição de aluno, aprendendo coisas básicas.
E isso remete a outro assunto: a não ser que o aluno demonstre extrema fluência e enorme conhecimento de gramática e vocabulário ele tem, sim, que passar por pelo menos algumas aulas de revisão gramatical e, na maioria das vezes, passar por livros didáticos inteiros que tratem da parte básica ou intermediária da matéria, além ,claro, da parte avançada.
É aquele problema: "Professor, eu sei um pouco de Inglês, não quero saber de gramática nem "materiais de adolescentes" (como algumas pessoas se referem a livros didáticos) e quero falar logo e tratar da minha área de forma mais específica, tendo aulas de (nunca usando a expressão "estudar" ) Business English."
Resposta: Na grande maioria das vezes simplesmente NÃO DÁ ! A gramática e o vocabulário de livro didático são a base fundamental do aprendizado e sem eles não se avança para as etapas seguintes: conversação e Business English.
Como eu disse no começo do texto, estou muito feliz por estar lidando atualmente com dois grandes seres humanos, profissionais que já ocupam altos cargos em seus trabalhos e tiveram a humildade de reconhecer que suas habilidades de Inglês estão fracas e defasadas e estão estudando um material didático inteiro, começando do Básico.

Falei de classes sociais. Estas pessoas relatadas acima estão, aqui na zona sul e centro do RJ, nas classes A e B. Este problema também ocorre, mas com muito menos frequência, na classe C, que é a minha preferida em termos de contato com os alunos. São pessoas que se esforçam mais, se dedicam mais e geralmente aprendem mais.

Outro problema ocorre quando me aparece um aluno do equivalente às classes D e E. É claro que há exceções e na minha vida sempre presto atenção para, nunca, em nenhum aspecto, ser tomado pela praga do preconceito. Todos sabem que preconceito é aquele Pré Conceito negativo estabelecido antes que determinado fato se apresente.
Mas, infelizmente, apesar de já ter dado aulas em favela e para profissionais (adultos) de baixa escolaridade e ter desenvolvido uma relação sólida de muito carinho, admiração e respeito com eles aprendi que invariavelmente um determinado pedido de aula dá errado. É este:
"Bom dia, o senhor é professor de INGRÊS ? Eu queria fazer UMAS AULA com a minha esposa porque NÓS VAI precisar no trabalho."

Simplesmente não dá. Já aceitei inúmeros alunos assim nos meus primeiros anos de profissão e NENHUM conseguiu aprender. NENHUM conseguiu ficar mais de dois meses por não ter hábito de estudo e não saber coisas básicas da Língua Portuguesa que são mostradas também em Inglês como o conceito e a aplicação nas frases, por exemplo, de verbo, substantivo, sujeito e predicado.
Apesar de tentar ensinar com paciência e muito carinho, a própria pessoa acaba desistindo pela vergonha que sente de não assimilar nada nunca, não ter a lógica típica da resolução de exercícios pela falta (há muito tempo) de estudo.

Bom, este foi mais um tópico em que relato algumas experiências profissionais que imagino sejam úteis para outras pessoas que possam vir a ler estas páginas.

Um grande abraço e boa semana a todos.

sábado, 13 de novembro de 2010

Exercício 59 - Nível intermediário

Identifique, nos 10 pares de frases abaixo, as palavras erradas em ambas frases. Elas trocaram de lugar, ou seja, a palavra errada da frase de cima deve ser colocada no lugar da palavra errada da frase debaixo e vice-versa.

1 - She´ll probably buy home later tonight.
We need to come more chocolate. We are runnig out of candies at home.

2 - Don´t let the dog up. It´s raining.
Get out, it´s almost 7 o´clock ! It´s time to go to school.

3 - I know you lost the 9 o´clock bus. Don´t worry, it´s ok.
You missed your wallet ? Again ?

4 - We´ve been waiting for a hour.
She went to an university near her brother´s.

5 - She said you win 3,000 a month. Is it true ?
They always make the race when it´s hot and humid...

6 - The referee told him to serve again.
The umpire sent him off when he stopped the ball with his right hand.

7 - This sound is too tall !
He is a very loud guy.

8 - I hate it when it´s Saturday evening and I have nothing to make.
Before you do this phone call listen to what I have to tell you.

9 - I can´t believe you are seeing TV again !
They´ve been watching each other for more than one year, I think.

10 - Don´t forget to tell your parents to come hear tomorrow.
I don´t wanna here this anymore. Stop !

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Exercício 58 - Nível Intermediário

Boa tarde a todos
Depois de vários tópicos abordando dicas de estudo aqui vai um exercício, pois há muito tempo não invento um para colocar no blog.
O exercício abaixo também pode ser dado como jogo em sala de aula em escola ou no curso.
O objetivo é, de uma palavra em Português, tirar duas traduções diferentes em Inglês e vice-versa e depois formar frases. Ganha quem chegar a 10 primeiro.
Exemplo: Manga em Português pode ser, em Inglês, “mango”, a fruta, ou “sleeve”, que representa manga de camisa.
Da mesma forma, LIGHT em Inglês pode ser, luz, leve ou claro em Português.
Outras palavras que podem ser trabalhadas:
Book = livro + o verbo reservar
Spend = gastar dinheiro + passar tempo
Fan = fã + ventilador
Alto = tall + loud
Menos = minus + less + least + but

Dá pra se divertir e treinar como está o vocabulário.

Grande abraço

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Respondendo dúvidas de uma leitora

Olá Fábio,

Retorno ao seu blog mais uma vez, fiquei fã! Andei pensando sobre dar aulas particulares, porém receio não estar preparada pra isso, pois não tenho experiência sólida em cursos. Você acha que isso pode realmente influenciar na qualidade das aulas? É mesmo necessário o professor ter experiência com turmas, diversos materiais didáticos pra somente então começar a dar aulas particulares? Se quiser responder no blog não tem problema, pois outras pessoas podem ter essa dúvida.

Abraço and keep up the good work!

Lia



Oi Lia
Tenho, inicialmente, vários agradecimentos em relação ao seu e-mail:
Obrigado por estar gostando do blog.
Obrigado por me dar a disponibilidade de usar seu e-mail e ajudar mais pessoas.
Obrigado pela confiança.

Bom, respondendo suas dúvidas:
Por não emitir certificado e por não representar o nome de uma instituição, a responsabilidade do professor particular é consideravelmente menor do que a do professor de curso. Mas esta liberdade enseja uma outra característica muito mais importante: ética, ou seja, entre outras coisas, todas as pessoas devem (ou deveriam) atentar para dois aspectos fundamentais da convivência, abrangendo quaisquer tipos de relacionamento: faça, sempre, pelos outros o que você gostaria e ficaria feliz se fizessem por você e evite, a todo custo, fazer algo por alguém que você não gostaria que fizessem com você.

Ser responsável por passar o conhecimento de um idioma é, na minha opinião, algo importantíssimo, decisivo na vida de quem aprende pois envolve muita esperança, dinheiro e esforço e isso deve ter a melhor contribuição possível por parte de quem ensina.

Assim como o ideal é ter nossa saúde tratada por médicos, profissionais formados em universidades, deveríamos ter também nosso aprendizado de um assunto tão importante para a nossa vida como um idioma, sendo feito por um... profissional igualmente habilitado por uma universidade, de Letras, o... Professor.

OK, nem sempre isto acontece, principalmente em se tratando de aula particular, quando muitas vezes o que nos motiva a começar é ter a liberdade de aprender com uma pessoa de nossa confiança. Com o avanço da economia informal isso tem crescido muito e já não é visto tanto como uma atividade, digamos, errada, nem mesmo por parte de professores formados, eu incluído. Já tive muito preconceito com instrutores, pessoas que começam a ensinar o idioma sem ter terminado ou entrado em uma faculdade mas ao longo do tempo fui conhecendo alguns instrutores excelentes e alguns professores, formados, fraquíssimos.

O que vai ser fundamental será a vontade e o interesse do profissional em ser cada vez melhor para o seu bem e o de seu aluno. E como isso acontece ?

Estudando MUITO ! Separando muito tempo da vida para se dedicar à atividade de passar conhecimento, que é completamente diferente de apenas saber o idioma, ser fluente.

Deve-se preparar para vários tipos de aluno: aquele que só precisa de conversação, aquele que precisa estar craque em interpretação de texto e gramática para fazer uma prova, e aquele que, por curiosidade ou necessidade, quer o maior número possível de explicações de assuntos, ou seja, quer saber o porquê de cada regra ser uma regra, e todas as suas exceções.

Como se preparar, novamente ? Estudando muito ! Estudando o que ? Pelo menos uma coleção didática completa, uma coleção exclusiva de vocabulário, outra de gramática e outra de compreensão auditiva. É um investimento alto ? Sim, como em qualquer negócio, deve-se haver uma aplicação inicial, um pesado "prejuízo" financeiro mas que, se o profissional for bom, logo terá o investimento de volta em forma de alunos ávidos por aulas.

Os meus materiais são:
Coleções didáticas Interchange Third Edition, New Headway e Touchstone.
Vocabulário: Everyday expressions in English e Vocabulary in Use
Gramática - Grammar in Use e Grammar World
Listening - Tactics for Listening

São mais de 30 livros e mais de 30 CDs mas o bom profissional precisa tê-los, não tem jeito.

Além destes tenho mais uns 50 livros de apoio.

É isso aí. Assim como a Lia, espero que a dúvida dela seja útil pra mais gente.

Boa noite a todos (acho que esta é a primeira vez em mais de 2 anos que escrevo um tópico a noite)

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais um alerta para professores

Respondendo a um e-mail que me chegou, achei que deveria postar aqui também para ser lido por mais pessoas.

Abaixo parte do que foi escrito no e-mail para mim:
Outra dúvida: sempre que algum aluno me pergunta algo que não está dentro do que estou explicando, o que devo fazer? Paro a explicação para esclarecer a dúvida do aluno, ou faço isso depois da explicação? E se não sei explicar na hora, que faço? E no caso de vocabulário, uso a tradução ou explico a palavra?

Minha resposta:
Eu, particularmente, acho ótimo quando isso acontece pois demonstra a capacidade de lógica do aluno. Eu paro e explico tudo o que ele quer. Ele se sente importante e assimila aquilo com mais vontade até.
Se você não souber explicar na hora admita francamente e prometa que vai responder na próxima aula mas aqui vai um conselho muito importante que aprendi nesses 7 anos dando aula, principalmente no meu primeiro ano:

Se o professor não sabe algum vocabulário específico tudo bem. Todos os alunos compreendem que nem em Português sabemos nomes como materiais cirúrgicos, peças de motor de um carro ou itens ligados a botânica, fusões nucleares e esportes pouco populares.
Mas a confiança do aluno acaba se o professor não sabe um ponto gramatical. Sugiro que, se você que já está dando aula, perceba que ainda tem alguma dúvida quanto a tópicos gramaticais mais avançados como, por exemplo, phrasal verbs, indirect speech, causative form estude pra ontem e tenha a explicação na ponta da língua.

Finalmente, eu opto por explicar a palavra ao invés de traduzir. É muito mais fácil o aluno assimilar a definição de bakery como "the place where you buy bread" do que simplesmente traduzir a palavra. Ás vezes, é claro, não tem jeito. Principalmente com palavras mais técnicas.

Abração

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mais um tópico para termos atenção com traduções

Boa tarde a todos.
Há vários casos no aprendizado da língua inglesa que não “batem” com as eventuais traduções para a língua portuguesa.

Comecemos com “Já”:
I´ve already done my homework – Eu já fiz meu dever.
Have you brushed your teeth yet ? – (E aí ?) Já escovou os dentes ?
Have you ever eaten Thai food ? – Já comeu comida tailandesa ?

Vejam a diferença clara (e o problema de se pensar em uma tradução única para uma palavra) nas duas últimas frases acima: a primeira demonstra certa impaciência por parte de quem está perguntando, ou seja, quer uma resposta positiva logo. Na outra a pessoa que pergunta não faz a menor ideia da resposta da outra, ou seja, trata-se de uma ação considerada um pouco incomum, que não acontee toda hora.

E na frase afirmativa poderíamos trocar ALREADY por JUST, que significaria que aquela ação acabou de ser feita.

Falando em JUST. Esta é outra palavra que entra em muitos casos (e como aparece traduzida de forma errada em filmes !!!) e que confunde muita gente. Por que ? Pelo vício que o brasileiro tem de (muitas vezes sem perceber) assimilar a tradução de uma palavra e não o significado dela.

Vejamos:
I´ve just done my homework.
She is just a little girl. (just = apenas)
Life is just. (a vida é justa. Mas “fair” aqui fica melhor)

E a rainha das traduções erradas:
Just go ! = Vai logo !
Já li “apenas vá” MUITAS vezes em legendas de filme.

Por fim, meu argumento principal para tentar desvincular o aprendizado da tradução nas minhas primeiras aulas com alunos: o verbo to be é traduzido como “ser” e “estar”. Certo ? E como perguntamos a idade de alguém em Inglês ? (matéria de nível elementar).

Pois é.

Bom dia de trabalho e estudo a todos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cuidado com o uso de pronomes possessivos

Bom dia a todos.
Primeiro, eu gostaria de agradecer às redações que têm chegado para o meu e-mail. É um prazer poder ajudá-los. Só peço desculpas de estar demorando um pouquinho pois tenho dado muitas aulas nessa época pré vestibular e ENEM.
E são justamente as redações o motivo da criação deste tópico. Tenho percebido uma confusão geral na tentativa de usar os pronomes possessivos, em epecial "your" e "yours".
A chave para acertar é pensar o seguinte: ambos os pronomes (e todos os outros possessivos) são neutros e o verbo ligado a eles vai variar conforme o número do substantivo (singular ou plural).
O maior motivo da existência desta dúvida é a simples conjugação dos pronomes retos. O que muitos alunos pensam:

1 - Se com o verbo to be faço "you are" e "your" é o pronome possessivo do sujeito "you", logo devo conjugar da mesma forma: "you are" e "your...are".
ERRADO - Como "your" é neutro, a variação do verbo ligado a ele vai depender do número do substantivo, ou seja, se o substantivo for singular, termos "is" e se for plural, teremos "are".
Exemplos: your book is over there; your parents are waiting for you.

2 - A mesma dúvida alguns alunos têm quando usamos outros verbos.
Peguemos por exemplo o verbo WORK
I work, you work, he-she-it works...
Raciocínio errado: Como "your" é o possessivo de "you" e "you" se liga ao verbo sem mudanças, logo todo verbo ligado a "your" não apresentará mudanças.
Novamente a chave para acertar a conjugação é concordar o verbo com o substantivo, ou seja, substantivo singular se liga a verbo+S e substantivo plural se liga ao verbo sem mudanças.
Exemplos: your mother works a lot; your friends work every Saturday.

Importante: o raciocínio explicado acima vale para todos os pronomes possessivos adjetivos - my, your, his, her, its, our, your e their.


Agora as 2 confusões que envolvem o possessivo YOURS:
Primeiro raciocínio errado - YOURS é plural de YOUR
Não, não é. YOURS tem função diferente de YOUR que é substituir o substantivo (enquanto YOUR precede o substantivo). Logo, nunca haverá "yours parents"

Segundo raciocínio errado: YOURS vai aparecer sempre no final da frase.
De fato, cerca de 90% da aplicação deste pronome ocorre no final da frase mas ele pode aparecer em outro ponto da frase pois sua caracterísica é substituir o substantivo.
Exemplo de frase correta: My car is dark blue but yours is white.
O uso deste YOURS é evitar a repetição desnecessária de CAR. Claro que a frase "My car is dark blue but your car is white" está certa, mas soa um pouco infantil você não acha ?

Finalmente, é importante lembrar que, assim como no caso anterior, esta explicação vale para todos os pronomes possessivos substantivos (mine, yours, his, hers...)

Boa quinta-feira a todos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Para professores de Inglês. De coração.

Boa tarde a todos. Este é um tópico especialmente dedicado aos professores de Inglês, sejam eles de curso, escola ou particular.

Vou tratar de um assunto delicado. Gostaria muito que todas as aulas de Inglês fossem como... deveriam ser: professores ensinando e alunos aprendendo. Às vezes isso não ocorre. Infelizmente.

Há casos óbvios que não vão ser tratados neste post: alguns professores não ensinam porque não sabem ou não querem e alguns alunos não aprendem por fatores como fome, criminalidade no meio onde vivem, falta de material etc.

Tomemos como base o que realmente acontece na grande maioria das aulas: professores sabem e querem ensinar e alunos querem e têm condições de aprender.

A pergunta é: Há casos em que mesmo assim os alunos não aprendem. O que fazer ?

Minha dica é: mostre que você está interessado no aprendizado do aluno. Ele não é um cliente, ele é um amigo, um irmão e você vai fazer tudo o que está ao seu alcance para ele aprender.
Você, professor, vai ter toda a paciência do mundo com ele, vai explicar a mesma coisa inúmeras vezes com um sorriso sincero, vai criar materiais, textos e figuras para que o aluno possa visualizar melhor o que ele precisa e vai, sempre, mostrar que o aluno é a pessoa mais importante da sua vida. Porque é mesmo.

Agora, se você fez isto tudo e em 6 meses de aula o aluno faltou metade, nunca fez um dever de casa, nunca fez uma redação e claramente não assimilou de verdade nenhum assunto que você tenha passado e revisado mais de 10 vezes...

Continue a tratá-lo com amor e respeito. Continue fazendo tudo ao que está ao seu alcance mas, para seu bem e para sua própria sanidade, aceite que, infelizmente, algumas pessoas não vão aprender como deveriam pois isso também é uma questão de interesse e compromisso por parte do aluno fora de sala de aula e sobre isso você não tem controle.

Nunca faça chantagem, nunca trate ninguém mal mas guarde no seu coração: se, numa aula de conversação numa segunda feira de manhã, pela vigésima semana seguida, um aluno (aos trancos e barrancos e usando a língua portuguesa mais da metade do tempo) te disser que foi a um churrasco, à praia, a um jogo de futebol e a uma festa e "não teve tempo de fazer o dever de casa" perca as esperanças de ver aquele aluno fluente. Ele não vai ficar. NUNCA. E isso não é culpa sua. Continue fazendo o seu trabalho com sabedoria, amor e dedicação e deixe as consequências das atitudes erradas do aluno por conta dele.

Grande abraço a todos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Alguns erros cometidos por alunos esta semana.

Boa tarde a todos. Adoro esta época do ano ! Bastante trabalho já há 2 meses e com a expectativa de mais 2. Mais pessoas levando o estudo do idioma a sério e mais dúvidas ocorrendo por que as pessoas têm...estudado ! É uma equação simples: quanto mais se estuda, mais dúvidas surgem. Ao solucioná-las o aluno capta perfeitamente aquele assunto. Diferentemente de quando não estuda. Não erra mas não fixa, não assimila o assunto.

Aliás quero deixar aqui os meus Parabéns pros meus alunos Sidney, Aline e Luana que levaram um batalhão de exercícios para fazer no feriado e fizeram tudo, trazendo o material pronto e com dúvidas a serem esclarecidas. Muito obrigado. Pra mim este é um presentão !

Bom, aqui vão alguns exemplos de dúvidas e erros que aconteceram nas 7 aulas de ontem e nas 5 de hoje até agora. Muita coisa útil pro pessoal guardar.

Muitos erros surgem de frases facílimas, geralmente decoradas do comecinho de livros didáticos e que o aluno muitas vezes as aplica em qualquer situação.
Ex: What´s your name ? Frase certa, claro. Mais muita gente boa acha que o pronome é What´s. E aí saem perguntas erradas como “What´s you doing ?” ou “What´s you need to do ?” O pronome, claro, é apenas WHAT e o que virá a seguir depende do resto da frase:
What’s this ? Usamos “is” para concordar com o singular a seguir.
What are those things ? Usamos “are” para concordar com plural.
What do these guys want to do ? Nesta não usamos nem is nem are pois precisamos de um AUXILIAR para acompanhar o verbo da frase.

E um erro parecido ao acima vem da mesma origem:
How old are you ? Esta é mais uma daquelas perguntas básicas de aulas para iniciantes. E segue o mesmo processo acima:
How old is your brother ? A palavra is ligada ao singular brother.
How old are your parents ? are ligada a parents
How old do you think she is ? o auxiliar "do" ligado ao verbo think

Erros também surgem por vícios de tradução. O pessoal custa muito a usar o verbo "there to be" pela mania de traduzir o “ter” sempre por “have”.
Na frase “Eles têm muitos amigos” o verbo “ter” realmente vai ser traduzido por have. Fica, claro: “They have many friends”. Mas em frases como “Tem um cara estranho ali”, “Tem muita coisa no seu quarto”, “Tem gente em casa ?” nós deveremos usar, não “have” mas sim as variações do verbo there to be (existir): there is e there are.
Respectivamente:
There is a strange guy over there.
There are many things in your bedroom.
Is there anybody home ?

Por fim, cuidado ao assimilar uma regra. Dificilmente ela não tem exceções. Uma regra fácil, por exemplo: o uso do artigo indefinido. A regra não é “A” para consoante e “AN” para vogal; e sim, “A” para SOM de consoante e “AN” para som de vogal. E mais: estes artidos não antecedem nem substantivos plurais e nem incontáveis.

Fica assim:
He is a teacher.
She is na engineer.
Mas:
They are doctors.

E:
I need a dollar.
Mas:
I need (some) money.

Finalmente:
I have a horse
Mas
He´s an honest guy (porque este h é mudo e o som inicial é de uma vogal).

Abração a todos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Uma dica sobre estudo de Business English

Por alguns anos até o meio do ano passado tentei usar materiais de business com ênfase em vocabulário com meus alunos. Em TODOS os casos foi uma tragédia. Eles entravam em pânico com o que achavam ser muito difícil de aprender e vinculavam o aprendizado, apesar de eu tentar mostrar que não era assim, à decoreba de palavras.

Até que conheci o livro:
Essential Business Grammar & Practice
Michael Duckworth

O livro trata-se, básica e simplesmente, de uma gramática, começando com verbo to be e avançando devagar com simple present, present continuous, simple past etc e, a cada unidade, entre os exercícios gramaticais estão as palavras que formam o (outrora muito difícil) vocabulário de negócios.

O resultado foi tão bom que fiquei com ódio dos outros livros de business que eu tinha e dei TODOS a alunos que se mostravam interessados a, um dia, lê-los com mais calma sem compromisso.